A Disciplina Começa
Comecei a levar a academia a sério. Não era só aparecer — era treinar de verdade. Fases de bulking, fases de cutting, empurrando mais pesado, puxando mais forte, sempre atrás do próximo desafio. Pela primeira vez, senti o que a constância podia fazer com o corpo e a mente.
A Primeira Meia Maratona
Continuei construindo minha disciplina na academia, mas algo estava faltando — água. Voltei a nadar uma vez por semana, me reconectando com um esporte que sempre fez parte de mim. Então meu treinador sugeriu algo inesperado: uma meia maratona. Eu nunca tinha corrido uma, mas a ideia ficou. Por seis meses segui um plano estruturado — correndo três vezes por semana e musculação duas vezes — durante o inverno escuro e frio da Alemanha.
Minha mãe estava lutando contra leucemia. Corri minha primeira meia maratona em homenagem a ela. Ela já estava muito cansada.
Perda
Mamãe não aguentava mais. Estava cansada. Nos deixou em novembro.
O Salto para o Triathlon
Perder minha mãe mudou como eu vejo o tempo. Me empurrou a parar de esperar. Eu já vinha pensando em triathlon há um tempo — e em 2024 finalmente mergulhei. O treino de repente tinha três disciplinas, três ritmos, três novas formas de crescer.
"Foi insanamente fantástico. Um marco. Eu queria mais."
O Fogo Fica Real
O triathlon deixou de ser apenas paixão e se tornou minha maior prioridade. O treino deu estrutura a um ano ainda marcado pelo luto — algo sólido para se segurar.
Imparável
Meu salto na linha de chegada substituiu qualquer legenda. Eu sempre choro — tem tanto trabalho duro por trás de cada prova.
O Primeiro Meio Ironman
35°C. Desidratação a partir do km 50 na bike. Dor de cabeça, náusea. Desistir passou pela minha cabeça — mas nunca foi uma opção.
O Caminho para Nice
70.3 Brasília — prova de classificação. De volta ao meu país, perto da família. Depois: Campeonato Mundial Ironman Nice. Cada treino, cada prova, cada manhã cedo leva nessa direção.